Técnicas para Fotografar Kits

Percebi que as fotos que tirava para demonstrar a montagem e os detalhes que é tão importante nesse hobby, não ficarão boas.  Pesquisando na Internet, encontrei esse link com diversas dicas.

Bora praticar!

Técnicas para Fotografar Kits

Técnicas de Fotografia

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Aficionados pela história da 2ª Guerra Mundial, quando estiver na Alemanha, não perca a chance de voar no Junkers 52

Pessoal, gostaria de compartilhar com vocês na integra a reportagem da “Melhores Destinos. Achei muito especial.

Vamos  lá:

aqui no Melhores Destinos… nossa ansiedade era tanta que não conseguiríamos esperar para compartilhar esse presente com todos os leitores que amam a aviação: o relato de um voo em uma histórica aeronave Junkers JU 52, de 1936. Nosso leitor João Alberto Barros Silva realizou este sonho e traz os detalhes de como foi a experiência de voar em um avião da época da Segunda Guerra Mundial! Simplesmente imperdível!

Na recente visita a Berlim, em junho passado, tive a oportunidade de realizar um sonho que alimentava desde a adolescência. Sempre gostei de história e a 2ª Guerra Mundial fascinou-me desde muito cedo.

Dezenas de livros, filmes e documentários aguçaram ainda mais a minha vontade de ter, de alguma forma, um contato mais real com esse acontecimento definidor, que moldou o nosso mundo contemporâneo.

Sendo assim, aproveitando uns pontos que meus pais perderiam, emiti passagens ida e volta para Berlim, onde poderia ter contato com memoriais soviéticos, museus, prédios e ruas que marcaram o conflito.

Mas a cereja do bolo seria voar num Junkers 52, espinha dorsal da frota de transporte da Força Aérea Alemã (Luftwaffe) durante a guerra. De quebra, seria uma sensacional oportunidade de me colocar no lugar de um passageiro da aviação comercial da década de 30 do século passado.

Fabricado entre 1932 e 1945, essa memorável aeronave serviu inicialmente ao transporte de passageiros. Já na Guerra Civil Espanhola (1936), fora adaptada para atuar como bombardeiro e transporte. Durante a 2ª Guerra Mundial, foi empregada no transporte tanto de tropas (o salto sobre Creta, em 1941, foi executado através de dezenas dessas aeronaves) quanto de suprimentos (a tentativa frustrada de abastecer o 6º Exército Alemão, encurralado em Stalingrado, também foi executada pelos Junkers 52, com perdas catastróficas para a Luftwaffe).

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Após o final da guerra, continuou a ser empregado tanto militarmente quanto no transporte civil de passageiros. Além disso, embora a produção alemã tenha se encerrado em 1945, alguns países continuaram a fabricá-lo no pós-guerra.

Há alguns anos, creio que numa revista da TAM, li que a Lufthansa tinha um Junkers 52 que utilizava em voos turísticos na Alemanha. Marcadas as passagens para Berlim, fui atrás de informações para voar no aparelho. Após localizar o site (não é o site comercial da Lufthansa), pesquisei o calendário previsto e, para minha sorte, havia boas chances de conseguir um lugar num dos voos que seriam feitos na cidade de Lübeck, distante cerca de 2 horas de trem de Berlin.

Compra

O site para obter informações, conhecer o calendário e comprar um lugar éhttp://www.dlbs.de/en/index.php. Clicando no Junkers 52 você é direcionado para uma página com informações sobre a aeronave. Esta é a última página do site em inglês. A partir do link “Round-trip and ferry flights on the Junkers Ju 52”, ao final da página, o site é todo em alemão, seja o calendário, seja o processo de compra.Mesmo falando pouquíssimas palavras em alemão, usando o Chrome com o tradutor automático é possível prosseguir no passo a passo sem problemas. ]

É apresentada uma séria de datas e locais. A maioria dos voos sai e chega no mesmo aeroporto. Geralmente o último voo em determinada localidade tem como destino a próxima cidade a receber o Junkers. Após escolher o voo desejado, as próximas páginas se assemelham a uma compra de passagem aérea “normal”, com identificação do passageiro, opção de pagamento (paguei com cartão de crédito) e confirmação.

No meu caso, comprei um lugar para o dia 20/06/13, saindo e chegando no aeroporto de Lübeck (Flughafen Lübeck Blankensee – IATA: LBC), com cerca de 40 minutos de duração, ao custo de 199,99 euros. Pode parecer salgado, mas para realizar um sonho, é uma pechincha!

Com meu lugar garantido, faltava apenas esperar o grande dia.

No dia combinado, compareci ao aeroporto e logo na entrada do saguão tinha um pessoal identificado para receber os passageiros, conferir o “ticket” (um arquivo em PDF enviado por e-mail) e identificação. Tudo certinho, um boarding pass foi emitido e fui avisado que em poucos minutos seríamos chamados para embarque.

Passamos pela conferência de ticket e pelo detector de metais (igualzinho aos demais embarques) e fomos conduzidos por uma porta lateral em direção à aeronave.

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O Junkers 52 leva 16 passageiros, 3 pilotos e 1 aeromoça. Com absoluta certeza o mais novo dos passageiros era eu (32 anos). O mais idoso parecia ter mais de 80 anos e estava visivelmente emocionado. Todos ali estavam voando por paixão pela história.

Vários funcionários do aeroporto, bem como pilotos de um avião da Ryan Air que estava estacionado no pátio, estavam por perto, tirando fotos.

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Fomos liberados para fotografar e após uma pequena introdução pelos pilotos (tudo em alemão, não entendi absolutamente nada), convidaram-nos a embarcar.

VOO

O equipamento estava, está na verdade, em excelentes condições. Construído em 1936, foi totalmente restaurado pela Lufthansa, que o (re)adquiriu em 1984 (saiba mais através do link informado acima) e parece novo. As cadeiras são confortáveis e o espaço para as pernas é de fazer inveja a muita companhia por aí. São apenas 8 fileiras, com um passageiro de cada lado (todo mundo tem a sua janelinha).

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Uma vez sentado e com o cinto de segurança afivelado, a posição é estranha, pois ficamos inclinados, num ângulo considerável. O peso do corpo empurra para o assento. O avião só fica na posição horizontal quando em velocidade para decolar. A sensação é bem interessante.

Uma simpática aeromoça (pelo menos acho que era, pois estava sorrindo o tempo todo) deu as instruções de segurança.

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Incrivelmente, o barulho não é muito pior que o de voar num ATR. O avião não passa de 200 km/h (a velocidade máxima é de 250 km/h). A altitude não deve ter passado de 500 metros.

Minutos após a decolagem, um a um fomos convidados a ir a cabine (!). Isso foi uma surpresa total. Nunca pensei que permitiriam ir à cabine durante o voo. Não sabia se olhava para a instrumentação ou para a paisagem. No mais, foi um voo belíssimo e suave. A paisagem, sensacional.

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Fomos até o começo do Mar Báltico e voltamos, num total de 40 minutos. Os pilotos manobraram várias vezes para possibilitar que todos tivessem oportunidade de observar. Na aproximação para o pouso em Lübeck, que é uma maravilhosa cidade, tivemos a oportunidade de admirar seu centro histórico por alguns momentos.

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Foram momentos únicos, em que hora me imaginava indo de Berlin a Roma na década de 30 (8 horas de viagem, com uma escala), hora pensava nos paraquedistas que saltaram em Creta em 1941. Era como num sonho. O Junkers 52 era o meu DeLorean.

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A aterrissagem foi muito tranquila. Ainda dentro da aeronave, presenciei um momento que bem resumiu a antiguidade daquela obra de arte. Um funcionário da Lufthansa subiu na asa direita, tirou uma tampa (pequena) do motor, puxou uma vareta (igual dessas que a gente tem no carro e puxa para ver o nível de óleo), olhou o nível de algum fluído, acenou satisfeito com a cabeça, colocou no lugar e fechou de novo a tampa. Surreal.

Após mais algumas fotos e mais um palavrório (em alemão), terminou minha imersão. Um misto de júbilo e tristeza. Horas depois, enquanto andava pelas ruas de Lübeck, ainda o vi passar lá em cima, com mais uma leva de sortudos.


E foi assim…

Devia ser o  ano de 1983. Estava debruçado na janela do apartamento no 12º andar do bairro de Cerqueira Cesar, São Paulo.

Ficava horas olhando aqueles aviões passando no céu, era fascinado e só tinha 8 anos. Na adolescência comprei meu primeiro kit da Revell, mas não consegui montar.

Aos 18 anos de idade, prestei o concurso para Aeronáutica. As vagas eram para estudar Telecomunicações e na minha cabeça, eu estando dentro, poderia sair como piloto. Mas por causa de problemas familiares desisti.

E sempre que podia montava alguns kits.

Hoje, quero aprender as técnicas e praticar esse hobby que tanto gosto e que tinha deixado de lado.

Usarei esse blog para postar o andamento das montagens, e quem sabe fazer novas amizades com outros plastimodelistas.

Não reparem nos erros que porventura possam aparecer nas montagens e pesquisas.

Sou um aprendiz e gostaria me aperfeiçoar com suas dicas.

Abraços!